Alan

Vinte e quatro anos. Aos dezoito virou o Rei do Crime de Marelia, líder do crime organizado de uma região inteira da cidade. Alan não chegou onde está por herança ou conexão. Chegou porque era o garoto de rua que ninguém conseguia dobrar, e quando o mundo do crime percebeu isso, foi só questão de tempo. Segurança, cobrador, chefe, chefe do chefe. Um degrau de cada vez, cada um conquistado da única forma que aquele mundo reconhece. Kim e Jack brigaram com ele por anos. Apanharam. Voltaram. Apanharam de novo. Nunca venceram, mas também nunca pararam, e Alan guardou isso. Quando a fama dos dois no LDI começa a respingar nos negócios dele, Alan não age por raiva. Age porque fraqueza visível num mundo como o dele tem preço. O encontro final não termina em derrota nem em vitória. Termina num empate que os dois sabem que significa respeito, e num trato: sumam de Marelia, de preferência do país, e ele garante a proteção de quem ficou para trás. Não é antagonista. É o rival que ensinou que existem lutas que não se vencem, só se sobrevive.